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Mulheres incríveis no mundo das bebidas.
A história das bebidas não pode ser contada sem as mulheres.
Mais do que uma tendência, esse reconhecimento é um resgate histórico que mostra que o brinde que levantamos hoje carrega séculos de dedicação feminina.
Estudos indicam que o olfato feminino é muito mais apurado do que o masculino. Segundo levantamento do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, as mulheres têm entre 40% e 50% mais células no bulbo olfativo, área do cérebro responsável por processar odores.
Essa característica natural talvez ajude a explicar por que elas cada vez mais se apaixonam pela complexidade de aromas e sabores, e trazem o protagonismo feminino no universo das bebidas.
Conheça alguns nomes por categoria:
Whisky: Helen Cumming
Ela foi a primeira mulher a comandar uma destilaria de whisky escocês, ela fundou a Cardhu em 1811 justamente em numa época em que a Escócia havia vetado o funcionamento das destilarias de pequeno porte.
De forma empreendedora e corajosa, Helen comandou a produção e venda da bebida em sua própria casa. A atividade permaneceu ilegal até que a destilaria foi oficialmente licenciada em 1824. Tempos depois, ela passou seu legado para outra pioneira - sua nora Elizabeth - que assumiu o controle da destilaria por volta de 1870.
Sempre com direção de mulheres, a Cardhu cresceu e se consagrou como uma das principais fabricantes de scotch. Posteriormente, em 1893, a empresa se tornou a primeira destilaria a ser comprada pela Johnnie Walker, que até mantém vivos o legado e a marca de Helen Cumming.
Vinho: Barbe-Nicole Ponsardin, mais conhecida como Madame Clicquot.
Tinha tudo para dar errado. E deu, ao menos nos primeiros catorzes anos em que Barbe-Nicole Ponsardin (1777-1866), hoje mundialmente conhecida como madame Clicquot ou viúva Clicquot, se meteu a fazer vinho na região de Champagne, na França, no início do século XIX. Mas uma formidável combinação de persistência com inteligência, clima e terroir adequado tornou uma jovem inexperiente à frente de um negócio falido, que havia sido fundado pelo sogro em 1772, sinônimo de um dos champanhes mais reverenciados do planeta.
Este ano, a Maison Veuve Clicquot completa 254 anos demonstrando que muito champanhe ainda há de rolar de suas famosas crayères, poços de calcário abertos debaixo da sede da empresa, em Reims, a principal cidade da região que dá nome à mítica bebida francesa. Lá ficam guardados 35 milhões de garrafas do líquido dourado.
Hoje, o Veuve Clicquot é o segundo champanhe mais vendido no mundo, vale a pena assistir o filme dedicado a história de obsessão desta empreendedora francesa.
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